quinta-feira, 19 de maio de 2011

Experiências com Ferramentas Interativas: Desafios! Mudanças de Paradigmas! Metodologia de Trabalho! Quem Faz a Diferença!


Lucimeire Aparecida Garcia
Considerando que o Blog é um site cuja estrutura permite a atualização de informações, pesquisas, produções de artigos, informações, notícias e até comentários  e que pode ser destinado a um determinado assunto ou abranger diversas temáticas com objetivos afins, observa-se que sua utilização permite sempre uma interação social com finalidade pessoais, coorporativas ou mesmo de gênero.
No contexto educacional, o Blog pode ser utilizado como ferramenta didática e se utilizada como meio, mediante metodologia adequada, pode contribuir significativamente junto às práticas pedagógicas, principalmente na troca de conhecimentos, partilha de experiências, produções dos alunos, divulgação de atividades desenvolvidas em sala de aula, com resultados positivos e até como fonte de pesquisa dentro de uma área específica ou multidisciplinar, pertinentes à conteúdos abordados em ambiente escolar.
Lembro que o meu primeiro Blog foi criado aproximadamente há seis anos, mediante curso de capacitação, havendo como finalidade a utilização de suas ferramentas para o compartilhamento e divulgação de assuntos educacionais, principalmente relacionados à interação e integração dos recursos oferecidos pelas Tecnologias de Informação e Comunicação junto às práticas pedagógicas. Posteriormente criei outro blog, o qual pelo fator tempo, ainda está em desenvolvimento, havendo necessidade urgente de atualização e organização de arquivos pertinentes ao contexto educacional.
Em relação aos espaços interativos além do uso diário do e-mail, na função de professora/multiplicadora, utilizo vários instrumentos oferecidos por meios de sites pertinentes a cursos de formação continuada aos professores e pesquisas relacionadas ao contexto educacional como exemplo: fóruns, chats ( presentes) no ambiente e-proinfo( http://eproinfo.mec.gov.br) , educarede (www.educarede.org.br), portal do professor(http://portaldoprofessor.mec.gov.br).
No tocante ao Projeto UCA, o qual possui como finalidades a inovação de sistemas de ensino para melhorar a qualidade de educação nos país, observa-se assim a importância do referido curso de formação aos professores, o qual estamos participando, para que seja possível fazer do laptop um instrumento útil em ambiente escolar, onde através de uma metodologia de ensino adequada, propicie aos alunos   através de suas ferramentas, imaginação,  criatividade e ação  no desenvolvimento de atividades, voltadas para a produção de conhecimentos.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A Educação que Desejamos



Especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância
 
A educação tem que surpreender, cativar, conquistar os estudantes a todo momento. A educação precisa encantar, entusiasmar, seduzir, apontar possibilidades e realizar novos conhecimentos e práticas. O conhecimento se constrói a partir de constantes desafios, de atividades significativas, que excitem a curiosidade, a imaginação e a criatividade .
A escola é um dos espaços privilegiados de elaboração de projetos de conhecimento, de intervenção social e de vida. É um espaço privilegiado de experimentar situações desafiadoras do presente e do futuro, reais e imaginárias, aplicáveis ou limítrofes. Para promover o desenvolvimento integral da criança e do jovem só é possível com a união do conteúdo escolar com a vivência em outros espaços de aprendizagem.
Quanto mais tecnologias avançadas, mais a educação precisa de pessoas humanas, evoluídas, competentes, éticas . São muitas informações, visões, novidades. A sociedade torna-se cada vez mais complexa, pluralista e exige pessoas abertas, criativas, inovadoras, confiáveis.
Caminhamos para ter aulas com acesso wireless, que favorecem que a transformação realmente em aulas-pesquisa com facilidade. Aulas com cada vez menos momentos presenciais e mais conectados.
Caminhamos para ter as cidades digitais, conectadas, o acesso podendo ser feito de qualquer lugar e a qualquer hora e com equipamentos acessíveis. Quanto mais acesso, mais necessidade de mediação, de pessoas que inspirem confiança e que sejam competentes para ajudar os alunos a encontrar os melhores lugares, os melhores autores e saber compreendê-los e incorporá-los à nossa realidade. Quanto mais conectada a sociedade, mais importante é termos pessoas afetivas, acolhedoras, que saibam mediar as diferenças, facilitar os caminhos, aproximar as pessoas.
Educar é um processo complexo que exige neste momento mudanças significativas. Investindo na formação de professores no domínio dos processos de comunicação envolvidos na relação pedagógica e no domínio das tecnologias, poderemos avançar mais de pressa, sempre tendo consciência de que em educação não é tão simples mudar, porque há toda uma ligação com o passado que é necessário manter e também uma visão de futuro à qual devemos estar atentos. Não nos enganemos. Mudar não é tão simples e não depende de um único fator. O que não podemos é cada um jogar a culpa nos outros para justificar a inércia, a defasagem gritante entre as aspirações dos alunos e a forma de preenchê-las. Se os administradores escolares investirem em formação humanística dos educadores e no domínio tecnológico, poderemos avançar mais.
Estamos caminhando para uma aproximação sem precedentes entre os cursos presenciais (cada vez mais semi-presenciais) e os a distância . Os presenciais terão disciplinas parcialmente a distância e outras totalmente a distância. E os mesmos professores que estão no presencial-virtual começam a atuar também na educação a distância. Teremos inúmeras possibilidades de aprendizagem que combinarão o melhor do presencial (quando possível) com as facilidades do virtual.
Em poucos anos dificilmente teremos um curso totalmente presencial. Por isso caminhamos para muitas fórmulas de organização de processos de ensino-aprendizagem. Vale a pena inovar, testar, experimentar, porque avançaremos mais rapidamente e com segurança na busca destes novos modelos que estejam de acordo com as mudanças rápidas que experimentamos em todos os campos e com a necessidade de aprender continuamente.
Caminhamos para formas de gestão menos centralizadas, mais flexíveis, integradas; para estruturas mais enxutas. Está em curso uma reorganização física dos prédios: Menos quantidade de salas de aula e mais funcionais, todas com acesso à Internet. Os alunos começam a utilizar o notebook para pesquisa, para busca de novos materiais, para solução de problemas. O professor universitário também está conectando-se mais em casa e na sala de aula e tem mais recursos tecnológicos para exibição de materiais de apoio para motivar os alunos e ilustrar as suas idéias. Teremos mais ambientes de pesquisa grupal e individual em cada escola; as bibliotecas se converterão em espaços de integração de mídias, software, bancos de dados e assessoria. Haverá uma aproximação sem precedentes entre organizações educacionais e corporativas.
O processo de mudança na educação não é uniforme nem fácil. Iremos mudando aos poucos, em todos os níveis e modalidades educacionais. Há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão preparados para a mudança, outros muitos não. É difícil mudar padrões adquiridos (gerenciais, atitudinais) das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade.
As possibilidades educacionais que se abrem e os problemas são imensos. Haverá uma mobilidade constante de grupos de pesquisa, de professores participantes em determinados momentos, professores da mesma instituição e de outras. Muitos cursos poderão ser realizados a distância com som e imagem, principalmente cursos de atualização, de extensão. As possibilidades de interação serão diretamente proporcionais ao número de pessoas envolvidas.
Os problemas também serão gigantescos, porque não temos experiência consolidada de gerenciar pessoas individualmente e em grupo, simultaneamente, a distância. As estruturas organizativas e currículos terão que ser muito mais flexíveis e criativos, o que não parece uma tarefa fácil de se realizar.
Numa sociedade em mudança acelerada, além da competência intelectual, do saber específico, é importante termos muitas pessoas que nos sinalizem com possibilidades concretas de compreensão do mundo, de aprendizagem experimentada de novos caminhos, de testemunhos vivos -embora imperfeitos- das nossas imensas possibilidades de crescimento em todos os campos.
O que faz a diferença no avanço dos países é a qualificação das pessoas. Encontraremos na educação novos caminhos de integração do humano e do tecnológico; do racional, sensorial, emocional e do ético; do presencial e do virtual; da escola, do trabalho e da vida em todas as suas dimensões. 

[Este texto faz parte do livro José Manuel Moran: A educação que desejamos: Novos desafios e como chegar lá . Papirus, 2007, p. 167-169]

A Arte de Educar


Dentre todos os personagens que integram uma instituição educacional, o professor fica com o papel principal. Cabe-lhe a tarefa crucial de se apresentar várias horas por dia perante uma ou mais platéias heterogêneas e nada fácil de cativar. Os estudantes são crianças, adolescentes ou adultos jovens e nem sempre estão espontaneamente interessados nos temas que são objeto das aulas que têm de assistir. São naturalmente inquietos devido à imaturidade e não raramente sobressaltados por doses maciças de hormônios sexuais.
Ensinar é muito difícil. Empolgar os jovens e transmitir-lhes o prazer por aprender e o quanto isso pode lhes ser bom para a vida íntima é algo que faz muito bem ao professor. A interação é riquíssima; ensinar é aprender; alimentar o outro é se sentir alimentado; dar é receber. A troca que se estabelece é de uma riqueza humana rara.
Na verdade deveríamos apreciar perguntas que não sabemos responder, porque elas determinam uma inquietação que nos instiga a curiosidade e nos leva à busca do conhecimento novo.
É aflitivo quando estão atentos a nós e mais ainda quando ficam desatentos. É preciso ter coragem para ser determinado, agir assumindo para si a responsabilidade e o papel de autoridade...
Nenhuma platéia será mais inquieta e difícil do que a de púberes acostumados à televisão e que venham de um ambiente familiar que não exige deles atos de respeito pelo próximo.
Porém! Agora transmitir com paixão é privilégio do professor que ama seu ofício e os assuntos em que se especializou.
Transmitir valores é prerrogativa de quem os tem.
Assim, o "bem" tenderá a vencer o "mal" pela mais inesperada das razões: o avanço tecnológico. Viver é mesmo uma aventura curiosa e fascinante!


Extraído do livro "A arte de Educar" - Flávio Gikovate